domingo, 6 de dezembro de 2009

CARTA ABERTA AS PASTORAS DE IGREJAS BATISTAS DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

Prezadas irmãs
Tenho visto, lido e analisado a luta que as irmãs e pastoras do rebanho de Deus vivenciam hoje. Também observo a deselegância com que pastoras têm sido tratadas por alguns pastores batistas diante do ministério pastoral que as irmãs exercem. Como pastor batista, aprovado, ordenado pela igreja e por um concilio, sinto-me incomodado pelo que as irmãs vivenciam atualmente no desenvolvimento do ministério que o Senhor da Igreja lhes confiou. Por isso decidi escrever estas linhas para que de alguma maneira, mesmo que mínima, as irmãs sintam e vejam que há um grande numero de pastores batistas da CBB (Convenção Batista Brasileira) e tenho certeza que é a maioria, pois isso é comprovado pelas seções estaduais da OPBB (Ordem dos Pastores Batistas do Brasil) que aprovam o ministério pastoral da mulher.
Fruto de uma interpretação bíblica xiita, fundamentalista, alguns pastores batistas rejeitam o ministério pastoral da mulher. No estrabismo teológico, estes colegas, não conseguem enxergar e muito menos interpretar o texto bíblico dentro do seu contexto histórico e social e trazer para o século XXI a sua aplicação. Preferem e desejam continuar a viver o primeiro século na vida das igrejas, especificamente o mundo patriarcal e social da primeira geração de cristãos. Mas também deveriam ensinar e praticar a distribuição dos bens que a igreja vivenciava nesse tempo, uso do véu, o silêncio total das mulheres na igreja. Mas nestas questões se aplicam a famosa frase, “esse é um texto histórico e que se aplica à aquela época”. Esta é uma hermenêutica dúbia e interesseira. A rejeição do pastorado feminino segundo os seus oponontes tem como objetivo manter um padrão bíblico, mas na realidade estes desejam manter o domínio masculino e subjugar o florescente, dinâmico e gracioso ministério do pastoreio que as irmãs exercem. Sem dúvidas, estão com medo
Como pastor batista (28 anos)e membro da uma igreja batista da CBB, que é cooperante com os desafios denominacionais; animo as irmãs a continuarem na sua luta. As irmãs foram reconhecidas pela igreja local, que está inserida na CBB, logo as irmãs são pastoras batistas de igrejas da CBB com amplo direito de serem convidadas a exercerem o ministério pastoral em qualquer igreja batista da CBB que assim desejar ter uma pastora.
Como pastor e colegas das irmãs as incentivo a continuarem no desenvolvimento do seu ministério pastoral sob a égide do Espírito Santo. Rogamos a Deus que aqueles que se opõe ao ministério pastoral feminino venham um dia a estender a destra de comunhão. E que estes consigam se libertar do medo de perder um pseudo poder, perder o destaque e ainda consigam descer do palco da soberba e aprendam com o Senhor da Igreja que ama a todos e que Ele como cabeça da Igreja ensinou que não há homem nem mulher no seu Corpo mas servos do Senhor que são chamados a servir e não dominar
Na graça do Senhor e no caminho do Reino de Deus.
Até breve
Pr. José Miguel M. Aguilera
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9 comentários:

  1. "...Não aceitar o ministério pastoral feminino é fruto de uma interpretação bíblica xiita, fundamentalista?..." É mesmo?
    E o aceitar não seria fruto de uma interpretação bíblia pós-moderna, liberal?
    Desculpe José Miguel (pastor!?!) apresente pelo menos argumentos bíblicos ou no mínimo defenda, o interesse que a maioria dos pastores que defende a ordenação feminina têm e não assumem, que é o aumento da renda familiar. Por isso fazem de tudo para que suas esposas, filhas, noras, irmãs sejam ordenadas.
    Um exemplo disso é o a Primeira Igreja Batista em Ipanema (talvez seja por isso que eles saíram da conveção, pois ela atrapalhava os planos...)
    É lamentável o caminho que têm tomado os batista.
    abandonando a Bíblia e seguindo a filosofia e sociologia pós-moderna.
    Oro para que Deus Levante homens tementes a Ele e faça uma nova reforma na Igreja.

    ver comentarios: http://pastorazenilda.blogspot.com/2008/11/enfim-uma-pastora-batista-sou-pastora.html

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    1. Pois é. É muito fácil jogar a responsabilidade nas nossas costas! Os homens têm é que tomar postura de homem e ser responsável no seu ministério, sabendo que terá uma mulher que O AUXILIARÁ e será dedicada e piedosa.

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  2. sou novo nos meios batistas, portanto não nasci no meio tradicional histórico, e tenho ouvido argumentos anti-ortodoxia, meramente para defender as novidades de hoje, e é lógico muita gente papagaiando isso tudo sem nem ao menos conhecer quem foi os supostos "fundamentalistas" que a elaboraram, mais no que percebi de muitos argumentos, são textos ocultados de seu contexto, por exemplo este: ...não a macho nem femea... sabendo que aqui não fala de ordenação, mas da salvação universal, basta ler o contexto, NO MAIS, é tudo igual, imiscuindo a isso argumentos sociológicos e filosóficos, nesse caso eu reflito: venho a plenitude do Espírito com os apóstolos, e conseguinte a liberdade cristã, mas mesmo assim, não há abertura em nenhum texto sobre liderança feminina, então quer dizer, será que o Espírito Santo ficou esperando 2000 anos no ponto da cultura de homens, esperando que tivéssemos um novo conceito sociológico para então dar dons pastorais a uma mulher?, imagine daqui para frente se um homossexual tiver essas qualidades, MAS ESPERA AÍ? não é isso mesmo o que já aconteceu na IP dos Estados Unidos a algum tempo atrás fazendo o uso dos mesmos argumentos? um pastor com conhecimento, "humildade" e homossexual agora então valida-se com os mesmo argumentos o ministério pastoral, e o que é para nos hoje então? fora os argumentos subjetivos, de que isso tudo é medo de perder lugar, mas quem é que falou? a não se que se diga isso da própria experiência, e machismo? machismo é não permitir a mulher trabalhar, se expressar, mas ai vem o argumento que supera etapas intransponíveis, como: a mulher é missionária, então portanto pode ser pastora! parecido com um argumento darwinista para provar a evolução da espécie só porque uma bactéria ganhou resistência a antibióticos pulando etapas, pois tudo parece tão simples, como a palavra pode resolver problemas intransponíveis não é mesmo? e ainda por cima vem alguém falando que isso é uma causa irreversível, é questão de tempo que todas as denominações ordenem mulheres pastoras só porque as outras cederam espaço a essa prática, há sim, claro que um dia devido ao lobby exercido pela cultura, pela sociologia, pela filosofia, a cada vez mais que seus argumentos se sofisticam por ai a fora, mas não por um reconhecimento teológico sincero, mas por pressão, e só por isso mesmo, pois vem tempo e já chegou em ...que não suportarão a sã doutrina...

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  3. O Pastorado feminino é antibíblico e acabou.
    Eu não quero esse fardo sobre as minhas costas!
    Se a CBB aprovar isso, eu me mudo de convenção, assumo meu calvinismo e vou logo pra uma Presbiteriana!
    As igrejas estão perdendo sua doutrina bíblica, é uma decadência ver isso chegar nas Batistas Tradicionais!

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    1. Filha, você terá que mudar para a Católica, porque só será essa que não mudará, o Papa já deu a palavra final: o sacerdócio está definitivamente fechado para mulheres. Agora, as protestantes aos poucos todas mudarão. Até as mais tradicionais já estão abrindo mão e aceitando mulheres como pastoras. Por isso sua postura coaduna com a Igreja Católica, volte para lá.

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  4. O pastor José Miguel foi meu professor e é excelente. Ser contra é ter atitude machista e outras denominações também já aceitam "pastoras" , inclusive a Presbiteriana.

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  5. Parabéns Marina Nina's! Comentário de quem vela pelas Escrituras e não se deixa levar pelo pensamento pós-moderno e o liberalismo. Não é caso de machismo, e sim, de não colocarmos nossos desejos e ideais acima das Escrituras Sagradas; até gostaria que de fato fosse legal, mas, Biblicamente, não é. É só fazer uma análise exegeticamente correta e, ver que não há respaldo nas Escrituras para mulheres no ministério pastoral. Bom, mas, que seja sem brigas! Conheça a ABACLASS, procure no face; não abandone sua convicção batista. Vamos em frente! Há batistas verídicos ainda, que guardam a sã doutrina dos apóstolos. Um forte abraço.

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  6. Infelizmente essa pratica de ordenar mulher ao pastorado é algo comum hoje em muitas igrejas, muitos líderes estão desprezando a ordem bíblica (1 Timóteo 2.12) que proíbe que a mulher exerça autoridade eclesiástica sobre o homem, esses mesmos lideres fazem interpretação ao seu bel prazer dos textos bíblicos que proíbem e essa pratica. Muitos fazem assim simplesmente para ordenarem esposas, filhas, noras, netas e irmãs da igreja que tem um certo poder aquisitivo ao ministério pastoral. Mas uma coisa é certa, tais pessoas que estão submetendo a igreja a uma pratica ante bíblica e absurda, pagarão um preço muito alto diante de Deus. Só quero lembrar a esses líderes de grandes igrejas que estão com essa atitude absurda de ordenar mulher ao santo ministério pastoral. Que no primeiro concilio da Igreja em Jerusalém no ano 52 D.C. Só encontramos homens tomando decisões que a igreja precisava (atos 15).
    Concluímos que essa pratica de ordenar mulheres ao ministério pastoral nada, mas é, do que modismo contemporâneo.

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  7. Infelizmente essa pratica de ordenar mulher ao pastorado é algo comum hoje em muitas igrejas, muitos líderes estão desprezando a ordem bíblica (1 Timóteo 2.12) que proíbe que a mulher exerça autoridade eclesiástica sobre o homem, esses mesmos lideres fazem interpretação ao seu bel prazer dos textos bíblicos que proíbem e essa pratica. Muitos fazem assim simplesmente para ordenarem esposas, filhas, noras, netas e irmãs da igreja que tem um certo poder aquisitivo ao ministério pastoral. Mas uma coisa é certa, tais pessoas que estão submetendo a igreja a uma pratica ante bíblica e absurda, pagarão um preço muito alto diante de Deus. Só quero lembrar a esses líderes de grandes igrejas que estão com essa atitude absurda de ordenar mulher ao santo ministério pastoral. Que no primeiro concilio da Igreja em Jerusalém no ano 52 D.C. Só encontramos homens tomando decisões que a igreja precisava (atos 15).
    Concluímos que essa pratica de ordenar mulheres ao ministério pastoral nada, mas é, do que modismo contemporâneo.

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